quinta-feira, março 01, 2012


O que andei lendo!

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Olá amadas!
Não sei se todas sabem mas sou bibliotecária de formação, trabalho meio expediente na Universidade Estadual daqui sou Bibliotecária do curso de História, enfim vivo rodeada de livros, lá é claro que leio bastante e consigo viver feliz.
Mas além das leituras técnicas de cada dia e das leituras da especialização, tendo ler pelo menos 2 livros ao mês, é um hábito antigo que tento preservar, apesar da correria e da falta de tempo.
Leio em todo lugar, no banco, no ônibus( sei que faz mal, mas não tem jeito), nas filas, mas eu adoro mesmo é deitar na minha rede da sacada e devorar um livro inteiro ;))))))
Os escolhidos do mês de fevereiro foram esses, ah detalhe os dois primeiros 2 são da parceria com minha irmã Lawane que já falei AQUI

O primeiro foi



Fiquei bem emocionada com esse livro, não vi o filme, pois raramente gosto das adaptações feitas, prefiro ficar com as imagens que imagino no momento da leitura.

O segundo foi

Gente esse li rapidinho deitadinha na minha rede, refleti bastante sobre meu casamento, recomendo muito!

De tanto ouvir elogios, comprei, não resisti..me dei de presente de Natal, mas li devagarzinho, uma crônica por dia, e detalhe no banheiro..sim tenho esse péssimo hábito, mas fazer o quê o só faço o número 2 lendo..
Gente que livro maravilhoso...
Vou deixar uma crônica que adorei e responde algumas inquietações que eu tinha, achava  que só eu pensava assim..adoro Beijo em pé!

Beijo em pé

Uma vez almocei com duas amigas mineiras, ambas casadas há bastante tempo, veteranas em bodas de prata, e ainda bem felizes com seus respectivos. Falávamos das dificuldades e alegrias dos relacionamentos longos. Até que uma delas fez uma observação curiosa. Disse ela que não tinha do que reclamar, porém sentia muita falta de beijo em pé.
Como assim, beijo em pé?
Depois de um tempo de convívio, explicou ela, o casal não troca mais um beijo apaixonado na cozinha, no corredor do apartamento, no meio de uma festa. É só bitoquinha quando chega em casa e quando sai, mas beijo mesmo, "aquele", acontece apenas quando deitados, ao dar início às preliminares. Beijo avulso, de repente, sem promessa de sexo, ou seja, um beijaço em pé, esquece.
E rimos, claro, porque quem não se diverte perde a viagem.
Faz tempo que aconteceu essa conversa, mas até hoje lembro da Lucia (autora da tese) quando vejo um casal se beijando na pista de um show, no saguão de um aeroporto ou na beira da praia. Penso: olha ali o famoso beijo em pé da Lucia. Não devem ser casados. Se forem, chegaram ontem da lua de mel.
Há quem considere o beijo - não o selinho, o beijo!- uma manifestação muito íntima e imprópria para lugares públicos. Depende, depende. Não há regras rígidas sobre o assunto, tudo é questão de adequação. Saindo de um restaurante, abraçados, caminhando na rua em direção ao carro, você abre a porta para sua esposa (sim, sua esposa há uns vinte anos) e tasca-lhe um beijo antes que ela se acomode no assento. Por que não?
Porque ela vai querer coisa e você está cansado. Ai, não me diga que estou lendo seus pensamentos.
O beijo entre namorados, a qualquer momento do dia ou da noite, enquanto um lava a louca e o outro seca, por exemplo, é um ato de desejo instantâneo, uma afirmação do amor sem hora marcada. No entanto, o tempo passa, o casal se acomoda e o hábito cai no ridículo: imagina ficar se beijando assim, no mais, em plena segunda-feira, com tanto pepino pra resolver. Ninguém é mais criança.
Pode ser. Mas que delícia de criancice fez o goleiro Casillas ao interromper a entrevista da namorada e tascar-lhe um beijo sem aviso, um beijo emocionado, um beijo à vista do mundo, um beijo em pé. Naquele instante, suspiraram todas as garotas do planeta, e as nem tão garotas assim. E os homens se sentiram bem representados pela virilidade do campeão. Pois então: que repitam o gesto em casa, e não venham argumentar que não somos nenhuma Sara Carbonero que isso não é desculpa.

14 de julho de 2010


***Beijos em pé sempre, saúde e muito sucesso***

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